
Cantata cênica onde música, teatro e dança atravessam universos.
Multiverso de Marias é uma criação original do compositor maestro Arthur Barbosa que reúne música de concerto, canto lírico, teatro e dança em uma dramaturgia inédita inspirada nas personagens Maria de Buenos Aires, de Astor Piazzolla, e Maria, da ópera Operita Violoncello. A obra investiga a força simbólica do feminino latino-americano por meio de uma linguagem cênica contemporânea, aproximando tradição e criação autoral.
Data: 22 e 23 de agosto de 2026 (sexta-feira e sábado)
Horário: 19h
Local: TEATRO OFICINA OLGA REVERBEL - Complexo Multipalco Eva Sopher
Endereço: Rua Riachuelo, 1089 - Centro Histórico - Porto Alegre – RS
INGRESSOS: Theatro São Pedro (click aqui)
MULTIVERSO de MARIAS
Existem personagens que permanecem vivas muito além das obras que lhes deram origem. Elas atravessam o tempo, dialogam com diferentes gerações e continuam a revelar novas interpretações sobre a condição humana. Em Multiverso de Marias, esse encontro torna-se realidade.
Concebido pelo maestro Arthur Barbosa, o espetáculo estabelece um diálogo inédito entre duas personagens fundamentais da criação musical latino-americana: Maria de Buenos Aires, concebida por Astor Piazzolla e Horácio Ferrer, e a Maria da ópera contemporânea Operita Violoncello, composta por Arthur Barbosa.
Separadas por décadas, por diferentes linguagens musicais e por universos dramáticos aparentemente inconciliáveis, essas duas mulheres encontram-se em cena para construir outra narrativa. Não se trata de uma adaptação, tampouco de uma montagem das duas obras. Multiverso de Marias cria uma dramaturgia própria, onde ambas coexistem, confrontam-se, reconhecem-se e, finalmente, revelam que compartilham uma mesma essência.
O espetáculo transforma o palco em um território de passagem entre realidade e imaginação, memória e identidade, onde a música deixa de ser apenas suporte dramático para tornar-se personagem ativa da narrativa.
Construído como um concerto cênico, o espetáculo reúne canto lírico, música de câmara, teatro narrativo e dança contemporânea em uma linguagem que dissolve as fronteiras tradicionais entre concerto, ópera e performance. Cada elemento possui função dramatúrgica própria e participa da construção de uma experiência artística integrada.
A contralto Angela Diel interpreta as duas protagonistas, transitando entre universos emocionais distintos sem abandonar a unidade dramática da obra. Sua atuação vocal e cênica revela duas mulheres que, embora concebidas por compositores diferentes, compartilham desejos, conflitos e possibilidades de transformação.
Ao seu lado, Raul Voges, ator, bailarino e coreógrafo, interpreta as figuras narradoras que atravessam ambas as histórias, funcionando como mediador entre os mundos criados por Piazzolla e Barbosa. Sua presença não conduz apenas a narrativa; ela constrói pontes entre tempos, espaços e símbolos.
A bailarina e atriz Iessa Medeiros representa a dimensão invisível dessas personagens. Sua dança traduz aquilo que escapa às palavras e à música: memória, desejo, identidade, sonho e permanência. Sua presença física estabelece uma camada poética que amplia o significado da obra e aproxima o público do universo interior das protagonistas.
Musicalmente, o espetáculo apresenta uma elaboração singular. Obras de Astor Piazzolla e Arthur Barbosa são reorganizadas em uma arquitetura dramatúrgica contínua, especialmente rearranjada pelo próprio compositor para uma formação camerística composta por cordas, madeiras, metais e percussão.
O resultado não é uma sucessão de números musicais, mas uma narrativa sonora única, em que tango, música de concerto contemporânea e escrita operística dialogam com absoluta naturalidade.
A iluminação participa dessa construção dramatúrgica como linguagem narrativa. Luzes quentes e frias, sombras, vazios e contrastes desenham visualmente a existência simultânea dos dois universos, conduzindo o olhar do espectador por um percurso sensorial que acompanha a evolução dramática da obra.
Com aproximadamente sessenta minutos de duração, sem intervalo e executado integralmente ao vivo, Multiverso de Marias propõe uma experiência imersiva em que música, palavra, gesto e movimento se tornam inseparáveis.
Ao reunir duas personagens femininas emblemáticas em uma mesma criação artística, Arthur Barbosa realiza mais do que um encontro entre repertórios. Constrói uma reflexão contemporânea sobre o feminino latino-americano, revelando mulheres fortes, contraditórias, independentes e profundamente humanas.
Nesse sentido, o espetáculo transcende a homenagem às obras de origem para afirmar uma nova criação artística, capaz de dialogar simultaneamente com a tradição operística, a música de concerto contemporânea e as linguagens cênicas do século XXI.
Multiverso de Marias é, acima de tudo, um espetáculo sobre encontros: entre compositor e intérprete; entre tradição e contemporaneidade; entre música e teatro; entre realidade e imaginação; entre duas mulheres que pertencem a mundos diferentes, mas que compartilham a mesma voz.
EQUIPE:
Concepção, Direção Musical, Arranjos e Regência - ARTHUR BARBOSA
Solista (Contralto)- ANGELA DIEL
Direção Artística, Dramaturgia Corporal, Coreografia, Atuação e Narração - RAUL VOGES
Codireção Artística, Atriz e Bailarina - IESSA MEDEIROS
Músicos -
Projeto de Iluminação - NARA MAIA
Produção Executiva - EDISON NUNES
Assessoria de Imprensa - ADRIANE COSTA
Realização - CLUBE ARTE PARA TODOS